"Um curso excessivamente teórico"
Crítica recorrente. E consistente?
Desde que me conheço nestas andanças ligadas ao ensino e aprendizagem do jornalismo que oiço a crítica de que o ensino é "muito teórico". Mesmo em cursos com forte componente prática. Alguns jornalistas continuam a bater também nessa tecla, pelo menos até ao momento de eles próprios sentirem que precisam de aprofundar as questões subjacentes à sua actividade.
A este propósito, vale a pena acompanhar o que tem sido a trajectória dos últimos dois anos daquela que é talvez a mais prestigiada escola de jornalismo dos Estados Unidos da América - a Columbia Journalism School. A questão de fundo que está em jogo neste debate foi tratada no texto Knowledge may be helpful for journalists, ontem publicado por David Shaw, no Los Angeles Times, cuja leitura recomendo. Não para encerrar a conversa mas, precisamente, para a abrir. Até porque muito há ainda a fazer, neste campo.

2 Comments:
Eu sublinho a crítica e aponto um fundamento estatístico relativo ao curso da UM: um décimo de disciplinas relacionadas com jornalismo (três, num total de 30) - das quais apenas duas têm inequívoco cariz prático - coloca CS algo longe daquilo que se pode considerar um curso de "forte componente prática". Isto não quer dizer que essas 'cadeiras' estão mal formuladas ou são inúteis - o resto é que parece, em grande parte, desajustado.
A teoria não é má. A sua dinâmica sim. E a interacção entre a teoria e a prática - ligação de conhecimentos.
A teoria não é má. Continuo a escrever. E a defender. O contrário.
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