quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Guias de estudo em jornalismo

O que pode acontecer quando o jornalista deposita confiança em fontes que o não merecem: é este o tema do primeiro "guia de estudo" que a Columbia Journalism Review começou a publicar. A iniciativa, de natureza didáctica, dirige-se particularmente a professores e estudantes de jornalismo, certamente a jornalistas. (dica do Ponto Media).

OhmyNews Experiência de jornalismo participativo já com cinco anos

Uma ruptura com a cultura jornalística do século XX, no arranque de um novo século e de um novo milénio. É assim que o jornal norte-coreano OhmyNews se apresenta, ele que completa hoje mesmo cinco anos de vida (dica de Steve Outing, no E-Media Tidbits), e que continua a revelar uma pujança assinalável. "Cada cidadão é um jornalista" é o lema deste projecto que tem sacudido o panorama jornalístico do país e extravasado para o resto do mundo, especialmente depois de ter iniciado a publicação de uma versão em inglês, a partir de Junho passado. O projecto considera-se uma segunda geração de jornalismo online. A sua meta é avançar para "terceira geração", cujos objectivos são definidos desta forma:
- "Achieve qualitative development of citizen participatory journalism;
- Going beyond criticism of the existing social establishment to propose alternatives for a new society;
- Strengthen multimedia such as OhmyTV;
- Globalize OhmyNews, a native Korean product;
- Create financially stable and sustainable alternative for the news media".
O essencial do nascimento e expansão do projecto conta-se em poucas linhas:
"When OhmyNews went online on Feb. 22, 2000, its four founders ventured into unknown territory with 727 Korean citizen reporters. The man behind the philosophy that "every citizen is a reporter" is Mr. Oh Yeon Ho, a former monthly magazine journalist, who hoped to update the OhmyNews site once a week with a smattering of stories from around the country. Oh's dream of countering the stranglehold of conservative media coverage quickly caught the attention of Korean netizens. Articles started pouring in, site traffic exploded and five years later the work of some 37,000 citizen reporters is attracting not only the interest of advertisers (OhmyNews turned a profit in late 2003) but also traditional media and academics around the world.Now OhmyNews is building a global network of citizen reporters writing in English on OhmyNews International, which opened last June".

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Livro de Estilo do Público

O Público prepara-se para lançar uma nova edição do seu Livro de Estilo. A obra será disponibilizada a 4 de Março, com o jornal, e estará posteriormente disponível nas livrarias.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Interesse público e interesse do público

Como documento de trabalho para a aula de hoje, aqui fica este texto do Prof. Carlos Chaparro:

(...)
"Sempre que a pergunta surge, a resposta, tradicional, está na ponta da língua de qualquer editor: deve-se divulgar aquilo que interessa. Até os livros especializados, quando tentam definir notícia, caem na inevitabilidade da palavra-chave "interesse". Criam-se até alguns jogos de palavras em torno do termo "interesse", como aquele trocadilho burro a que alguns, nos meios jornalísticos, dão dignidade de aforismo inteligente, segundo o qual uma coisa é o interesse público, outra, o que interessa ao público.
Ora, o que interessa ao público, na generalidade do discurso jornalístico, é o relato claro e veraz das acções humanas e dos fenómenos naturais que alteram ou potencialmente podem alterar, de forma significativa, o mundo presente das pessoas envolvidas no circuito informativo. Também interessam ao público os factos que ajudam a explicar ou a compreender o respectivo mundo presente. Já o interesse público está noutra instância, a dos valores normativos de alicerce, universais e/ou particulares, que as sociedades definem como bons para si próprias e que servem de critério para distinguir o erro da verdade, a justiça da injustiça, o prioritário do secundário, o conveniente do inconveniente, o desejável do indesejável. No caso do jornalismo, o interesse público gera, ou deve gerar, os critérios éticos da relevância que tornam os factos mais ou menos importantes. Interesse do público e interesse público não são, portanto, noções discrepantes, mas solidárias".
(...)

Carlos Chaparro
(Professor de Jornalismo na Universidade de São Paulo)
in O RIBATEJO 15.7.99

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

3º ano: alteração no horário

Há uma mudança importante no horário da disciplina da Opção de Jornalismo (3º ano): em vez de às 8 da manhã, passou a ser às 14 horas. A quem vir esta nota, peço que avise os colegas, para que não se levantem tão de madrugada. Com esta mudança, mudará igualmente a hora de atendimento da segunda-feira, que passará a ser das 16 às 19, nesse mesmo dia.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Aviso aos estagiários: o mundo pode esperar

"No decorrer dos vossos estágios surgem alguns entraves: ou pelas áreas a que estão afectos, ou pelos horários atribuídos, ou por interesses paralelos, ou mesmo por questões da vida pessoal de cada um. Com o devido respeito, permitam-me dizer-vos que tudo isto pode esperar".

Circular interna enviada, segundo o Correio da Manhã, pelos Recursos Humanos da SIC aos estagiários dos vários canais da empresa, (via Ponto Media).

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Jornalistas pronunciam-se sobre formação em jornalismo

A Sonda Central de Informação/Meios & Publicidade recolheu, mais uma vez, a opinião de um painel de mais de nove dezenas de directores, chefes de redacção e editores dos mais diversos media nacionais, desta vez sobre a seguinte questão:
"Pelo contacto que tem com recém-licenciados em Comunicação Social, como tem evoluído a qualidade da formação universitária dos futuros jornalistas?"
Eis as respostas:

a) Tem aumentado - 46%
b) Tem diminuído - 23%
c) Tem sido constante - 29%
d) Não sabe/não responde - 2%.

A Sonda é uma iniciativa da Central de Informação e do jornal Meios & Publicidade (em cuja direcçao se encontra a Elsa Carvalho, licenciada pelo Curso de Comunicação Social da UM) e visa auscultar mensalmente a opinião dos profissionais da comunicação social.
Dois dirigentes comentaram os resultados acima, publicados em Janeiro último: Mário Bettencourt Resendes (ex-director do DN e administrador da Lusomundo Media) e Rogério Gomes (director de O Comércio do Porto):

Mário Bettencourt Resendes, administrador da Lusomundo Media, faz uma avaliação «globalmente positiva» da evolução do nível de preparação dos recém-licenciados em Comunicação Social, motivo pelo qual não se mostrou surpreendido com o facto de a maioria dos inquiridos (46 por cento) na 5.ª edição da Sonda Central de Informação / Meios & Publicidade ter considerado que a qualidade da formação universitário neste domínio tem aumentado.
«Pela experiência que tive enquanto director do Diário de Notícias, pude aperceber-me da gradual melhoria na preparação das pessoas que entravam para a redacção, também fruto da rigorosa e exigente política de admissão de estagiários que implementámos», recorda Bettencourt Resendes. «Em termos globais, creio que a formação de base é muito maior. Antes, a entrada no mundo do jornalismo devia-se mais à apetência pela escrita do que propriamente à aptidão para a prática desta profissão. E hoje em dia nota-se uma maior preparação para as questões jornalísticas», sublinha.
(Depoimento recolhido por António Nobre, da Meios e Publicidade)

Rogério Gomes faz parte da maioria de inquiridos que defende que a qualidade da formação universitária de futuros jornalistas tem aumentado. E argumenta a resposta de duas formas: em primeiro lugar, e pelo contacto que vai tendo com algumas universidades do país, tal facto deve-se a «uma maior aproximação aos ambientes profissionais» e, em segundo lugar, à concorrência a que são sujeitos os recém-licenciados. «De facto, há hoje centenas de diplomados em Comunicação Social ou em Jornalismo a saírem das universidades. Números claramente acima da capacidade de absorção pelo mercado de trabalho, pelo menos em jornais, rádios e televisões. Isto faz com que a concorrência seja grande e a selecção mais apertada». E conclui: «Salvo casos em que factores irregulares sejam determinantes, os órgãos de comunicação social podem hoje escolher dentro de um enorme naipe de candidatos e estranho seria que não optassem pelos mais capazes».
(Depoimento recolhido e editado por Rodrigo Viana de Freitas, director da Central de Informação).