Uma agenda de debate sobre os media - I
Para além de um levantamento sobre a situação actual das principais empresas jornalísticas portuguesas, o Sindicato dos Jornalistas acaba de elaborar também um estudo intitulado "POR UMA AGENDA DOS PODERES PÚBLICOS PARA OS MÉDIA", entregue aos órgãos de soberania. Trata-se de um estudo de 11 páginas que caracteriza o sector dos media, escalpeliza a situação profissional dos jornalistas e propõe medidas de carácter imediato e estrutural.
O documento debruça-se sobre a realidade das empresas de media, alerta para "a necessidade de remunerar o capital o mais rápida e o mais abundantemente possível", considerando que ela "vem impondo:
• Uma fortíssima concorrência e uma luta desenfreada pelas audiências
• A prevalência de meros critérios de rentabilidade económica sobre os princípios do serviço público da informação
• A gestão por objectivos mesmo com sacrifício da qualidade e do rigor informativos
• A crescente afirmação de uma "indústria de conteúdos"
• A instrumentalização da informação jornalística como mero suporte publicitário e veículo de distribuição de produtos estranhos ao objecto da comunicação social (brindes, brinquedos, cutelarias...), bem como factor de credibilização destes
• A transformação da Informação jornalística em mera mercadoria passível de distribuição em múltiplas plataformas tecnológicas em que os grupos fazem grandes apostas ou de que são originários
• A adopção de linguagens, estilos e até opções editoriais por vezes estranhos à autonomia editorial e técnica dos jornalistas, bem como à sua deontologia profissional
• A padronização crescente dos valores noticiosos
• A valorização artificial de temáticas de mero entretenimento e até de promoção de produtos e serviços numa lógica exclusivamente comercial."

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