segunda-feira, novembro 27, 2006

Objectividade em jornalismo: leituras

terça-feira, novembro 21, 2006

"Framing" através do fotojornalismo

Um exemplo claro de alteração de sentido através do enquadramento pode verificar-se aqui: Anatomy of a Photograph - An analysis of a single seemingly innocuous photograph, and the pervasive media bias it reveals.
Parece que o autor do trabalho tem também a sua "agenda" político-ideológica, o que não tira, aparentemente, pertinência, aos factos que apresenta.
As conclusões do autor acerca do uso das fotod em jornalismo são estas:
"Newspapers and other mainstream outlets run photos that almost always fall into these four categories:

a. Wide shots of the crowd at a distance, in which individual messages aren't clearly visible. A good example is this photo in the Chronicle (oops, I mean: on the Chronicle's Web page).

b. Close-ups of individuals' faces, with no message visible -- as in this example from the Chronicle.

c. Human-interest images of people, in which the political aspect is peripheral or cut off, as in this photo.

d. Mid-range shots of people displaying "safe," non-controversial messages, like the one visible here."

segunda-feira, novembro 13, 2006

Sobre a teoria do agenda-setting: dois textos de apoio

Duas leituras que ajudam a reflectir sobre os pressupostos da teoria:
O Mundo Lá Fora e as Imagens nas Nossas Mentes

"Há uma ilha no meio do oceano onde, em 1914, habitavam alguns ingleses, franceses e alemães. Não existia qualquer cabo de comunicações que chegasse a esse sítio e o barco-correio a vapor britânico aportava ali apenas de 60 em 60 dias. Em Setembro desse ano ainda não tinha vindo e os habitantes continuavam a conversar entre si acerca do último jornal que tinham recebido, que abordava a aproximação do julgamento de Madame Caillaux por ter abatido a tiro Gaston Calmette. Era, assim, com uma grande e especial sede de notícias, que a colónia se juntou no cais, num dia de meados de Setembro para saber do capitão qual tinha sido a sentença. Aquilo que vieram, porém a saber foi que há mais de seis semanas os que ali estavam que eram ingleses e os que eram franceses tinham entrado em guerra contra os alemães, por causa dos tratados que tinham assinado. Durante seis estranhas semanas tinham agido como se fossem amigos, quando de facto eram inimigos.
Mas a sua desventura não era, afinal, muito diversa da maior parte da população da Europa. Enquanto que o seu erro tinha sido de seis semanas, no continente o intervalo havia sido de seis dias ou seis horas. (...) Houve um momento em que o retrato da Europa segundo o qual as pessoas continuaram a levar a sua vida como era costume não tinha correspondência com aquilo que iria provocar uma reviravolta nas suas vidas. Tinha havido um tempo para cada homem em que ele se ajustava a um meio-ambiente que já não existia. Em todo o mundo, e até ao dia 25 de Julho anterior, as pessoas tinham andado a produzir mercadorias que não seriam capazes de vender, a comprar bens que não conseguiriam importar, a planear trajectórias e empreendimentos, a alimentar esperanças e expectativas - todos na convicção de que o mundo conhecido era o mundo real. (...) Quatro anos depois aconteceu algo de semelhante, quando foi assinado o armistício. Até ele ser sido conhecido e tornado efectivo, muitos milhares de jovens morreram ainda no campo de batalha, actuando como se a guerra se mantivesse efectiva. (...)
Olhando retrospectivamente, podemos constatar quão indirectamente conhecemos o meio no qual, contudo, habitamos. Podemos ver que as notícias que dele temos nos chegam ora rápida ora lentamente: porém, aquilo que acreditamos ser o verdadeiro retrato da situação é tomado como a própria situação".

domingo, novembro 05, 2006

Criar um jornal digital

No seu blogue Era Digital, escreve Lluis Cucarella, sob o título Montar un periódico digital:
"Destacaba hace unos días Sergio en un interesante artículo el derrotismo que aflora en una buena parte de los estudiantes de periodismo y recordaba que nunca han existido tantas oportunidades como hoy para los emprendedores. Y así es. Además del blog, una forma sencilla de empezar a adquirir conocimientos prácticos no sólo de periodismo, sino de gestión periodística, que nunca van a venir mal profesionalmente, es montar un pequeño diario digital. No es necesario crear un periódico ambicioso, que necesite grandes recursos, sino algo modesto, centrado en algún sector que interese al estudiante de periodismo, o a los estudiantes que puedan unirse para gestionarlo. Es la mejor forma de ir experimentando, no sólo con el periodismo 2.0, sino también con los contenidos e ir rompiendo la mano con reportajes, noticias y artículos de opinión que van a someterse al juicio de una audiencia que ya no es pasiva, algo muy diferente a lo que sucedía hace apenas diez o quince años, cuando el único feedback que lográbamos los entonces estudiantes de periodismo a nuestros artículos eran las valoraciones del profesor o las de nuestros propios compañeros. Los rss y los servicios que ofrecen de manera gratuita algunas empresas online, el tiempo, encuestas, etc., pueden completar la apariencia del periódico, en en el que, no obstante, los contenidos propios y la particular forma de cada estudiante de entender qué es la participación ciudadana y cómo crear una conversación deben ser los pilares básicos."
(Continuar a ler o post: aqui).

quinta-feira, novembro 02, 2006

O poder do RSS

O blogue "Guía para la Criación de blogs" tem vindo a publicar uma série de posts sobre "El poder del RSS". Em foco tem estado o uso do Google Reader. Links para os cinco textos publicados sobre o assunto aqui.