quarta-feira, junho 28, 2006

Resultados - 3º ano

Já se encontram afixados, no placard do Curso, os resultados relativos ao exame (primeira chamada) e ao portfolio.

quarta-feira, junho 07, 2006

Sobre a prova oral

Já se encontra afixado no placard do Curso o horário de cada uma das provas orais dos próximos dias 12 e 13, em Jornalismo.
Em caso de necessidade, os estudantes podem trocar directamente a hora da sua prova com um colega.

Como surgiram algumas dúvidas acerca da natureza dessa prova, repito aquilo que ficou sublinhado nas aulas:

1. O objectivo da prova não é avaliar a capacidade de memorização das matérias ou a opinião individual, mas a capacidade de reflexão crítica e argumentada. Neste sentido, é valorizada a capacidade de relacionamento de assuntos (porventura até cruzando com conhecimentos de outras disciplinas), de ilustração com assuntos da actualidade (se tal se proporcionar)

2. Quanto ao modo como a prova pode decorrer, são várias as possibilidades:

- O estudante escolhe um autor, uma obra, um artigo ou um tema para apresentar e analisar;
- O docente propõe um tema ou um leque de temas ao estudante para este escolher;
- O docente propõe ao estudante que analise um exercício de escrita jornalística, em ordem a identificar eventuais erros;
- O ponto de partida pode também ser o tratamento jornalístico de um assunto de actualidade (o que implica o acompanhamento dessa mesma actualidade através dos media);
- O docente coloca questões sobre pontos principais da matéria leccionada, podendo fornecer textos curtos como ponto de partida.

Os (novos) provedores do telespectador e do radiouvinte

Na última aula de Jornalismo (3º ano), aludiu-se à função de provedor e à sua recente instituição na RTP e na RDP. Os primeiros titulares são, respectivamente, José Manuel Paquete de Oliveira e José Nuno Martins, os quais entraram há pouco mais de um mês em actividade.

Para se ter uma ideia das competências que lhes incumbem, aqui fica a transcrição de alguns dos artigos da lei 2/2006, de 14 de Fevereiro, da Assembleia da República:

Designação

1 - O Provedor do Ouvinte e o Provedor do Telespectador são designados de entre pessoas de reconhecidos mérito profissional, credibilidade e integridade pessoal cuja actividade nos últimos cinco anos tenha sido exercida na área da comunicação. (...)

Estatuto
1 - O Provedor do Ouvinte e o Provedor do Telespectador gozam de independência face aos órgãos e estruturas da concessionária do serviço público de rádio e de televisão e respectivos operadores, sem prejuízo da remuneração que lhes é devida.
2 - Os mandatos do Provedor do Ouvinte e do Provedor do Telespectador têm a duração de dois anos, renováveis por uma vez (...).

Competências
1 - Compete ao Provedor do Ouvinte e ao Provedor do Telespectador:
a) Receber e avaliar a pertinência de queixas e sugestões dos ouvintes e telespectadores sobre os conteúdos difundidos e a respectiva forma de apresentação pelos serviços públicos de rádio e de televisão;
b) Produzir pareceres sobre as queixas e sugestões recebidas, dirigindo-os aos órgãos de administração e aos demais responsáveis visados;
c) Indagar e formular conclusões sobre os critérios adoptados e os métodos utilizados na elaboração e apresentação da programação e da informação difundidas pelos serviços públicos de rádio e de televisão;
d) Transmitir aos ouvintes e telespectadores os seus pareceres sobre os conteúdos difundidos pelos serviços públicos de rádio e de televisão;
e) Assegurar a edição, nos principais serviços de programas, de um programa semanal sobre matérias da sua competência, com uma duração mínima de quinze minutos, a transmitir em horário adequado;
f) Elaborar um relatório anual sobre a sua actividade. (...)

terça-feira, junho 06, 2006

Conversas sobre Ciberjornalismo

Convidei o jornalista e fotógrafo Luiz Carvalho, do semanário português Expresso (e do Expresso Online), para falar um pouco sobre a sua experiência com o jornalismo digital aos alunos do quarto ano da licenciatura de jornalismo da Universidade do Minho.O encontro realizou-se neste último dia 29 de Maio, no campus de Gualtar da UMinho, em Braga.

Luiz ocupou o cargo de Editor Multimedia do Expresso Online por 9 meses, entre Setembro do ano passado e Maio deste ano. Foi o responsável por inaugurar a secção de podcasts do jornal e pela criação de algumas reportagens multimedia online.

Uma das partes mais interessantes da conversa que tivemos com ele neste dia foi precisamente sobre às habilidades e competências colectivas que deveriam ser acrescidas ao perfil profissional do jornalista que pretende trabalhar em meios digitais.

Levantamos a questão: o que vale mais: a capacitação tecnológica dos jornalistas (capacidade de lidar com softwares de edição e publicação de textos, imagens e sons digitais) ou o desenvolvimento de habilidades conceptuais e teóricas (e inclusive de reflexões sobre a ética e a deontologia jornalísticas)?

A resposta foi construída pelo convidado e demais presentes ao longo do debate: é preciso um equilíbrio entre os dois pratos da balança. Empobrecedor para nós seria ter que preterir um dos dois aspectos, mesmo porque não são opostos.

Também destacaria uma outra polémica suscitada durante a bate-papo: a de que o ciberjornalismo leva-nos naturalmente à produção de textos (e conteúdos, de um modo geral) mais curtos, concisos, claros e objectivos.

O debate se formou porque parte da platéia concordou que, na verdade, esta é uma demanda do jornalismo de um modo geral, e não especificamente do ciberjornalismo.

Sobre este segundo tópico (o estilo e a retórica ciberjornalística), podemos assistir, aqui mesmo no blog, o que Luiz Carvalho disse a respeito.

O vídeo começa com uma pergunta que fiz ao convidado: "A capacidade do jornalista de `bem comunicar´ não permanece igual também para o campo do ciberjornalismo?"

Vejamos o que o jornalista comentou (vídeo de 1´21 min., 3,08 MB):



(Em tempo: a conversa toda foi registrada em vídeo por alunos do curso de Audiovisual da UMinho sob a coordenação do professor Ângelo Peres. Agradeço imenso aos alunos e ao professor pelo trabalho de produção e edição deste vídeo. Um "muito obrigada" também ao Luiz Carvalho por ter se disponibilizado a sair de Lisboa para vir ter conosco, ainda mais num dia de calor tão escaldante).

(Originalmente publicado no blog J&C).

quinta-feira, junho 01, 2006

Contratação de jornalistas

Está a ser preparado, a partir de Paris, um Canal de Língua Portuguesa de Televisão (CLP TV), cujas emissões deverão ter início em Setembro próximo. Esta já seria, por si mesma, uma notícia interessante, mas, mais interessante é que os responsáveis desse canal vão iniciar em breve a fase de contratação de jornalistas para a equipa de informação do canal. Nesse sentido, aceitam candidaturas de recém-licenciados na área de jornalismo, nomeadamente da Universidade do Minho.
Os interessados, a quem se exige como requisito o domínio do francês, devem enviar CV com foto e uma carta de apresentação para o endereço electrónico info@clptv.com.
A CLP TV é um projecto televisivo dirigido às comunidades dos oito países lusófonos residentes no estrangeiro, cujo lançamento está previsto para Setembro deste ano. Apresenta-se deste modo:
"Com sede e estúdios em Paris, a cobertura geográfica abrange, no imediato, o território da Europa Ocidental, com difusão através do Satélite Astra e por Cabo (para além do suporte electrónico na internet)."
Está em curso a elaboração de um protocolo com a Universidade do Minho, para a participação com conteúdos na programação do canal.