segunda-feira, abril 24, 2006

Aviso - 3º ano (Turno I)

Excepcionalmente, e devido à necessidade de prolongar a aula de Sociologia da Comunicação, a próxima aula prática de Jornalismo do turno I (dia 26) terá início às 14h30.

quinta-feira, abril 13, 2006

Jornadas de Comunicação - Avisos para o 3º ano

Em virtude da realização das Jornadas de Comunicação nos próximos dias 19 e 20, foi necessário proceder a alguns ajustes relativos às aulas práticas de Jornalismo do 3º ano (Turno I e Turno II):

  • No dia 19, não serão leccionadas as aulas práticas de Jornalismo, que serão substituídas pela participação nas jornadas. Todos os alunos deverão escrever uma notícia relacionada com o evento a que vão assistir, para publicação nos respectivos blogs. Sugere-se que os elementos de cada grupo se organizem de forma a que não haja várias notícias sobre o mesmo assunto dentro de cada blog.

  • As aulas práticas do Turno II que estavam agendadas para 19 e 26 de Abril, das 15h às 18h, passam para os dias 26 de Abril e 3 de Maio, também das 15h às 18h. O local de encontro para definição da sala mantém-se no Gabinete de Gestão do CP II.

  • O prazo de entrega da reportagem é adiado para 3 de Maio.

quarta-feira, abril 05, 2006

Turno II de Jornalismo (3.º ano)

No dia 12 de Abril não haverá aula do II Turno da parte prática de Jornalismo do 3.º ano, nem atendimento das 14h00 às 16h00.

Como combinado, em compensação, as aulas dos dias 19 e 26 de Abril serão das 15h00 às 18h00. A parte das 15h00 às 16h00 será dada na sala que estiver disponível, por isso o ponto de encontro é no Gabinete de Gestão do Complexo II.

As apresentações em power point relativas à reportagem já foram disponibilizadas para quem quiser fotocopiar.

As regras para a realização da reportagem são as mesmas para os dois turnos: data de entrega a 26 de Abril, trabalhos individuais ou em grupos de dois, limite de 15 mil caracteres e as fotos têm de ser originais.

Estou sempre contactável através do correio electrónico (luisateresaribeiro@sapo.pt e luisateresaribeiro@iol.pt), nomeadamente por causa de orientações para a realização da reportagem.

3º ano - Avisos

Por lapso, esqueci-me de referir durante a aula prática que todos os blogs do 3º ano deverão publicar uma notícia sobre a conferência "A Nova Entidade Reguladora no Quadro das Políticas de Comunicação em Portugal", que decorre no campus de Gualtar da UM, em Braga, na próxima 2ª feira.

Aproveito também para recordar alguns dados sobre o trabalho de reportagem que os alunos deverão elaborar no âmbito da disciplina de Jornalismo:
- Tema livre
- Data de entrega: 26 de Abril (o atraso na data de entrega será penalizado com 0,5 valores por dia)
- Individual ou em grupos de duas pessoas
- Pode conter fotos (desde que originais do autor do texto)
- Limite máximo: 15 mil caracteres (incluindo espaços).

segunda-feira, abril 03, 2006

O factor "jornalismo" na análise da crise da Imprensa

apctUm dos factos badalados na última semana foi certamente o teor dos dados sobre tiragens e circulação dos meios impressos relativos a 2005, divulgados pela APCT (Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens e Circulação). O panorama geral de crise, sobretudo entre os jornais diários pagos, levou a uma série de comentários sobre as razões subjacentes à crise e acerca das vias para a superar. Não foram muitas as vozes que chamaram a atenção para um ponto que parece ser básico: qual o contributo que pode dar o próprio jornalismo, nas estratégias de enfrentamento da crise? O seguinte texto, da autoria de Miguel Gaspar, editor executivo do DN e ex-editor da secção de Media do mesmo jornal, insiste precisamente nesse ponto:

"E que tal vender uns jornalitos?

Pelos vistos, tudo corre mal no mundo dos jornais. Os números de 2005 mostram uma quebra do sector, com excepção, claro, dos diários gratuitos. Críticas oriundas de vários azimutes (Pacheco Pereira, Baptista Bastos, Vicente Jorge Silva) apontam para uma degradação do jornalismo escrito, radiofónico ou televisivo. A imprensa anda presa entre dois fogos - a falta de leitores e a incapacidade em legitimar o seu papel. O problema é que a imprensa, em particular a escrita, continua a fazer falta. Haverá uma porta de saída?

Estou a pensar no problema a partir de dentro e não de fora. Isso faz alguma diferença. O problema da circulação dos jornais não é novo. Agravou-se agora por várias razões, à cabeça das quais estão a crise económica, por um lado, e a concorrência da televisão e das novas tecnologias, por outro.

A crise faz com que a decisão de comprar um jornal deixe de ser automática ou rotineira e passe a ser reflectida. O êxito dos gratuitos está aí para provar o peso deste factor.

As novas tecnologias acentuaram a indiferença dos escalões mais jovens em relação aos jornais. Mas o mais complicado não é isso. O paradigma do "espectador dos media" está a mudar e passa hoje pelo cruzamento permanente da televisão e da rádio com a Internet. O papel não pode ignorar essa realidade.

O futuro é simplesmente isto: os jornais passarão a existir como marcas desmaterializadas, que podem multiplicar-se em outros suportes, como a televisão ou a Internet. Também não é novidade, há dez anos que se fala nisto. O problema está na dificuldade das empresas em construir estratégias neste sentido. E a Internet vai mudar a própria televisão, reduzindo as estações generalistas a um papel semelhante ao que hoje têm as rádios para todos os públicos.

E, então, quanto à qualidade? Diz que anda aí uma procura desenfreada do lucro e das audiências. Eu rio--me. Toda a gente que comunica quer chegar a mais pessoas, é normal que os jornais e as televisões queiram vender. O problema é o como, naturalmente, mas isso não significa que querer vender seja mau. Muito mais complicado são os constrangimentos económicos que obrigam à contenção de custos nas empresas de media, com custos óbvios na qualidade da oferta, informativa ou outra.

Sobra um problema. Hoje temos uma enorme dificuldade em pensar o jornalismo. Sobretudo em pensá- -lo em função das expectativas dos leitores e não apenas dos códigos e preconceitos de quem reporta. Os jornais vendem menos por se terem afastado das pessoas. Somos prisioneiros das nossas ilusões em relação ao que os leitores realmente querem. Não é necessariamente sangue...

Ainda nos imaginamos como os donos da mensagem e os donos da objectividade. Não tenho soluções para problemas tão complexos. Mas começar por ouvir os leitores parece-me um caminho razoável".

Leituras complementares:
- A crise da Imprensa escrita urbi et orbi, no Abrupto (incluindo os comentários).
- O texto If Newspapers Are to Rise Again, de Tim Porter, no último número dos Nieman Reports (via Ponto Media).
- Some Frequently Asked Questions about Newspapers in Education (NIE)
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The Next Big Things for Newspapers: Podcast, Vodcast , de Steve Outing
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Extra! Extra! The future of newspapers, de Michael Kinsley
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New News: Deconstructing the newspaper, de Jeff Jarvis
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Debating the Future of Newspapers, de Tim Porter.