segunda-feira, outubro 31, 2005

Para debater o Estatuto do Jornalista

- Anteprojecto da Proposta de Lei de alteração ao Estatuto do Jornalista - actualmente em consulta pública
- Versão actualmente em vigor do Estatuto
- Documento de apoio ao debate em curso, elaborado pelo Sindicato dos Jornalistas.

Tópicos da aula de hoje

Como compreender a noção de "campo jornalístico" e quais as relações deste campo com os restantes campos sociais?
Para responder a esta questão, pode ser útil a leitura do texto de Adriano Duarte Rodrigues EXPERIÊNCIA, MODERNIDADE E CAMPO DOS MEDIA, em particular os pontos "A emergência dos campos sociais" e "A Autonomização do campo dos media".
Feita esta leitura de enquadramento,sugere-se a leitura do livrinho de Pierre Bourdieu "Sobre a televisão", no qual, entre outros aspectos, discute a especificidade do campo jornalístico, relativamente aos demais campos sociais.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Aviso - 3º ano

Aula de segunda-feira

Em virtude da participação do docente num júri de doutoramento, em Lisboa, a aula da próxima segunda-feira, dia 24, não terá lugar.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Estudar a sociologia da Imprensa - recomendava Max Weber em 1910

Um dos "pais" da Sociologia, Max Weber, interrogou-se sobre o significado e alcance da imprensa de massas, chamando a atenção dos seus colegas, num discurso datado de 1910, sobre a importância de fazer da imprensa objecto de estudo sociológico. "O mais importante dos assuntos", assim lhe chamou. Uma tradução das palavras de Max Weber, feita pela revista francesa Réseaux: AQUI.

3º ano - Visita à Biblioteca Pública

Biblioteca Pública de Braga: a memória como alicerce do futuro

A visita guiada à Biblioteca, de que foram já dadas informações no post anterior, terá dois objectivos:
  • Conhecer o edifício (com notável valor histórico e artístico - os tectos pintados do Salão Medieval são apenas o lado mais visível ao grande público) e, sobretudo, o recheio de uma instituição que tem, desde 1932, depósito legal de todos os livros e revistas publicados no país e que possui um vastíssimo acervo muito mais antigo;
  • Analisar e comparar vários títulos de imprensa de três períodos diferentes: finais do séc. XIX, meados do século XX e período 1974-75.
Para mais informações sobre a Biblioteca Pública de Braga, que é uma das unidades culturais da Universidade do Minho, clicar AQUI).

domingo, outubro 16, 2005

Jornalismo 3º ano - avisos

Aula de 19 de Outubro

A próxima aula prática de Jornalismo consistirá numa visita à Biblioteca Pública de Braga. O encontro está marcado, para todos os alunos, às 14h15, no Largo do Paço.

Turnos

A divisão da turma por turnos será efectuada por ordem alfabética:

Turno 1 (14h-16h) - Alunos com o primeiro nome entre A e J
Turno 2 (16h-18h) - Alunos com o primeiro nome entre K e Z

Os turnos ficarão efectivos a partir da aula de 26 de Outubro. Qualquer situação de sobreposição de horários, permuta entre turnos, etc., deve ser tratada com as docentes das aulas práticas.

terça-feira, outubro 11, 2005

Aula prática de jornalismo do 3.º ano (12 de Outubro)

A aula prática de jornalismo ? 3.º ano do dia 12 de Outubro é no Laboratório de Jornalismo, no CP I, a partir das 14 horas. A esta aula devem comparecer um ou dois elementos de cada grupo, que depois se encarregarão de transmitir aos colegas as informações sobre a criação de blogs.

domingo, outubro 09, 2005

3º ano / Ramalho e Eça sobre o jornalismo

Ramalho e Eça sobre o jornalismo na 2ª metade do séc.XIX
in AS FARPAS-CHRONICA MENSAL DA POLITICA, DAS LETRAS E DOS COSTUMES, Outubro a Novembro de 1873
(texto de apoio)

"A imprensa de Lisboa não tem opinião. Aquelles dos seus membros que por excepção presentem as idéas proprias, vivas, originaes zumbindo-lhes importunamente no cerebro, enxotam-as como vespas venenosas. É que a missão do jornalismo portuguez não é ter idéas suas, é transmittir as idéas dos outros. Por tal razão em Lisboa o homem que pensa não é nunca o homem que escreve. O jornalista nunca se concentra, nunca se recolhe com o seu problema para o meditar, para o estudar, para o resolver.Nunca procura a verdade. Procura apenas a solução achada pelo publico,pelo publico d'elle, pelo seu partido politico, pelos consocios do seuclub, pelos seus amigos, pelos seus protectores, pelos seus assignantes.Portanto trabalha na rua, debaixo da arcada do Terreiro do Paço, noscorredores ou nas tribunas de S. Bento, no Chiado, no Martinho, noGremio. Como trabalha? Trabalha d'este modo: _informando-se_;--é o termo technico. Uma vez informado, o jornalista considera-se instruido. Desde que tem a informação recebida tem o jornal feito. O que elle vos escreve hoje--notae-o bem--é o que vós lhes dissestes hontem. O jornal não é uma fonte de critica, de analyse, de investigação. O jornal é o barril de transporte das idéas em circulação, das soluções previamente recebidas e approvadas pelo consenso publico. O jornalista é o aguadeiro submisso efiel da opinião. Não a dirige, não a corrige, não a modifica, não atempera. O unico serviço que lhe faz é este: transporta-a dos centrospublicos aos domicilios particulares. O publico é a nascente, é o veio, é o manancial; a imprensa periodica é simplesmente--o cano.

* * * * *

Essa é a lei geral da conducta da publicidade em Portugal. Toda atransgressão d'essa lei é um eminente perigo para o que a commette. Oleitor portuguez não quer que o seu livro ou o seu periodico o obriguem ás fadigas da discussão e da controversia com o seu proprio espirito. A conquista desinteressada e pura da verdade não tem attractivo algum para as suas faculdades. As curiosidades e os interesses especiaes da alma portugueza repastam-se no sentimento: a reflexão molesta-a. Entre tantos escriptores nacionaes nunca houve um pensador. Descartes, Spinosa, Kant seriam inteiramente impossiveis no seio d'esta sociedade, a que falta a respiração logo que a tirem da rotina. Não se lhes dá, aos leitores portuguezes, de verem a verdade, mas querem a verdade atravez da opinião. Ninguem pensa fóra das materias da ordem do dia. «Que ha de novo?» é a nossa pergunta de todas as manhãs. Esta phrase profundamente caracteristica quer dizer: «Dêem-me a senha e a contrasenha; digam-me em que pensam para eu saber o que hei do pensar.» O meu jornal vem bom ou vem mau segundo é ou não é em cada dia a expressão das minhas convicções baseadas em idéas preconcebidas na convivencia do publico. O criterio ésubstituido pelo _mot d'ordre_."

RAMALHO ORTIGÃO--EÇA DE QUEIROZ

3º ano

Módulo de História da Imprensa

Para além da bibliografia que figura no programa, sugere-se os seguintes textos:

quinta-feira, outubro 06, 2005

UM com melhor curso de Comunicação do país

A comissão externa de avaliação dos cursos de Ciências e Tecnologias da Comunicação, nomeada pela Fundação das Universidades Portuguesas, acaba de divulgar o resultado do seu trabalho.
De acordo com a apreciação efectuada, o melhor curso de Comunicação do país é o da Universidade do Minho.
Em segundo lugar, surge a Universidade da Beira Interior e em terceiro a Universidade de Aveiro.
A comissão de avaliação, composta por 16 personalidades na área específica das Ciências da Comunicação, observou cada instituição em 13 parâmetros (Organização Institucional, Objectivos do Curso, Planos de Estudos, Conteúdos Programáticos, Alunos (procura, sucesso escolar), Processo Pedagógico, Corpo Docente, Pessoal não Docente, Instalações e Equipamentos, Recursos Financeiros, Relações Externas e Internacionalização, Ambiente Académico (Apoio Social), Gestão da Qualidade e Empregabilidade), atribuindo a cada um deles uma avaliação de A (nota mais alta) a E (nota mais baixa).
Se convertermos esta graduação numa outra (A-5, B-4, C-3, D-2, E-1) e se considerarmos todos os parâmetros igualmente relevantes, o quadro resultante da avaliação é o seguinte:

01. U. Minho - 4,076
02. U. Beira Interior - 3,769
03. U. Aveiro - 3,538
04. U. T. de Lisboa - 3,461
05. U. F. Pessoa - 3,230
06. U. Lusófona - 3,000
07. U. Coimbra e I.S.C.E. - 2,923
09. U. Católica (Lisboa) - 2,769
10. U. Católica (Porto) - 2,692
11. U. A. Lisboa - 2,538
12. U. Independente e I.S. Maia - 2,230
14. I.S.M.Torga - 1,538

Uma outra leitura sobre o tema no Atrium.
(Helena Sousa, no Jornalismo e Comunicação