quarta-feira, março 24, 2004

Ciberjornalismo - palestra do Prof. Xosé Lopez

No próximo dia 26 (sexta-feira), às 14h00, o Prof. Xosé Lopez, da Universidade de Santiago de Compostela, vai proferir uma conferência subordinada ao tema «Os desafios do ciberjornalismo», na sala 2202 do Complexo Pedagógico II, em Gualtar. Participação aconselhada aos alunos dos 3º, 4º e 5º anos.

terça-feira, março 23, 2004

Entrevista em Rádio / Televisão

A propósito da conversa que ontem tivemos sobre as técnicas de entrevista e tendo em conta os dois exemplos usados - o da entrevista de Paulo Camacho a Ferreira Torres e o da entrevista de Mário Crespo a Valentim Loureiro - não será demais recordar que existem, na net, inúmeros recursos com indicações sólidas sobre o tema. Por exemplo, aqui, ou aqui.

quinta-feira, março 18, 2004

Manipulação de fotografias

(Att. alunos de Imprensa)

Relativamente ao debate que tivemos na aula a propósito das questões éticas levantadas pela manipulação e alteração de fotografias (tendo como pretexto próximo a decisão de alguns jornais ingleses de 'apagarem' um pormenor de uma das fotos do massacre de Madrid), pode ler-se aqui um texto interessante do jornal inglês "The Independent". Recordo que também o PÚBLICO fez uma trabalho desenvolvido sobre o assunto, na sua secção de Media.

sexta-feira, março 05, 2004

Notícias para Rádio

Na sequência do trabalho que iniciámos na aula passada, aqui ficam pistas (número um e número dois) para recordar o que discutimos sobre algumas das ideias base da construção noticiosa em Rádio ou eventualmente encontrar pontos de lançamento de novos debates.

quarta-feira, março 03, 2004

O que escolhemos celebrar nos aniversários

O que escolhemos celebrar nos aniversários

Vai já tarde (para o tempo bloguístico) este post, mas ainda assim arrisco.
O Diário de Notícias de domingo passado trazia, a título gratuito, um CD intitulado "TSF-16 anos: os sons da nossa história". Os que se interessam pelo mundo radiofónico e que, por alguma razão, andam mais distraídos poderão, certamente, ainda encontrar um exemplar num qualquer quiosque.
Aconselho vivamente a busca e a escuta atenta. Os que sentem uma ligação muito especial ao universo da rádio vão, concerteza, ter acesso a um ou dois momentos especiais (por exemplo, a faixa 59...poema e voz de Fernando Alves).
Creio, porém, que não pode passar este momento - os 16 anos de uma das rádios que mais influenciou a forma de fazer jornalismo radiofónico em Portugal - sem um olhar mais atento ao conteúdo do CD. Ou, se preferirem, ao que deliberadamente foi deixado de fora (e apoio-me, aqui, na espirituosa prosa do nosso Joaquim Fidalgo no Público de hoje sobre a moda recente das "não-qualquer-coisas").
O que os mais atentos encontrarão no CD é um bem conseguido, bem trabalhado e bem fundamentado (com exemplos de qualidade) instrumento de validação de uma certa TSF - a TSF do início, misto de vontade esfusiante de um grupo de jovens talentosos e da ambição mergulhada em vícios de forma e estilo de uma outra geração, mais experiente. Essa foi, de facto, uma receita de sucesso no arranque, porque era inovadora no panorama radiofónico português (trazia-se cor, emoção e um empenho no rigor ao mundo da informação). Mas o tempo passou e a rádio portuguesa, no seu todo, cresceu. Amadureceram os ouvintes e amadureceram as rádios. E a TSF não foi estranha a esse processo. Até há bem pouco tempo, sob a liderança e acompanhamento ponderado de pessoas como o Carlos Andrade, o António José Teixeira ou o Manuel Villas Boas, percebia-se que a TSF estava mais crescida, aproveitando o que de bom lhe tinha trazido esse passado mas apostando em novas ideias, em novas interpretações do espaço da rádio neste novo século. A TSF tinha, até, dado o singular passo (em Portugal) de encomendar a um músico de reconhecido mérito uma identidade sonora para toda a estaçao. No ano passado, tudo mudou. Sob a liderança efectiva de Emídio Rangel a TSF arrepiou caminho e voltou a apostar nas receitas do início, em muito casos com os mesmos (amigos) intérpretes. Só que Portugal mudou e o produto inovador do fim da década de 80 não pode deixar de ser desenquadrado em 2004.
O que o CD comemorativo deixa deliberadamente de fora é grande parte do percurso e dos intérpretes do crescimento da TSF. Pacheco Pereira tem razão ao falar do Flashback e seria muito fácil juntar a essa referência a falta que lá fazem espaços verdadeiramente originais como, para citar apenas dois exemplos, o "Ouvir e Verão" ou o inegualável "Som dos Pedais".
O que a TSF do Sr. Emídio decidiu fazer não é honesto. O que a TSF do Sr. Emídio nos apresenta não é, nem de longe, uma imagem equilibrada do que foi aquela rádio nestes 16 anos. O que a TSF do Sr. Emídio agora nos propõe não é o reconhecimento justo do empenho, dedicação e - em muitos casos - talento criativo de tantos profissionais que por lá passaram ou que ainda lá trabalham.
Se o critério de selecção tivesse sido outro que não o resultante de um misto de auto-justificação e de ajuste de contas nem sequer teria sido preciso fazer mais do que este - um só - CD.