Um texto intitulado "O privilégio de ser estudante", publicado no DN de hoje, suscita questões interessantes sobre as relações professores-alunos, no nosso ensino universitário. O artigo, assinado por Fátima Barros (suponho que não será uma estudante), merece, a meu ver, desenvolvimentos, convocando designadamente os estudantes para o debate. Sugiro comentários argumentados nos weblogs da turma. Deixo alguns excertos, que não dispensam a leitura do texto:
"(...) Actualmente são os professores que devem empreender múltiplos esforços para tornar as aulas motivadoras e fazer com que elas agradem aos seus exigentes alunos.
Mas, infelizmente, o que estes alunos exigem não é necessariamente rigor no tratamento das matérias e conhecimentos sólidos por parte dos seus mestres. Hoje o que os alunos querem é ser entretidos e, se o professor não conseguir transformar as matérias difíceis em histórias divertidas, pode ter a certeza que não vai ter audiência.
(...) Não é por isso de espantar que uma das maiores críticas de que os professores são alvo por parte dos alunos seja a fraca capacidade de motivação. O que parece acontecer frequentemente é que quem está desmotivado para estudar são os alunos. E isto porque o jogo da concorrência pela atenção dos alunos é hoje muito desequilibrada: como pode uma aula sobre o cálculo integral concorrer com a navegação na Internet?
Há por isso que reequacionar os valores que estão em causa. É necessário que os nossos jovens compreendam que para aprender é preciso trabalho e esforço e que a educação deles continua a ser um privilégio, pois para isso são empenhados muitos recursos da sociedade. (...)"

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