A leitura de base sugerida é:
McQuail, D. (2003)
Teoria da Comunicação de Massas. Lisboa: F.C.Gulbenkian: capítulo 15, especialmente pp.364-368 e 382-386
Recomenda-se igualmente a leitura de:
1) o artigo de Eva Aladro
La Recepción de la Notícia, publicado nos Cuadernos de Información y Comunicación, n.2.
E dos seguintes textos breves:
2) Direitos de reposta e de rectificação, constantes da
Lei de Imprensa (Artigos 24º - 27º)
3) Artigo do Público "
Como são medidas as audiências em Portugal", transcrito neste blogue em 21 de Maio de 2003 e relativo à
Marktest Audimetria;
4)
Citizens Bill of Journalism Rights, do Committee of Concerned Journalists.
5) E ainda:
Informar-se cansa"Muitos cidadãos acreditam que podem informar-se com seriedade, confortavelmente instalados no sofá da sala a ver no pequeno ecrã uma catadupa de acontecimentos apoiados em imagens fortes, violentas e espectaculares. Trata-se de um erro dos grandes. Por três razões: primeiro, porque o jornalismo televisivo, estruturado como ficção, não é feito para informar, mas para distrair; em segundo lugar, porque a sucessão rápida de notícias breves e fragmentadas (umas vinte por telejornal), produz um duplo efeito negativo de sobre-informação e desinformação; e finalmente, porque querer informar-se sem esforço é uma ilusão mais de acordo com o mito publicitário do que com a mobilização cívica. Informar-se é cansativo e é este o preço a pagar pelo cidadão que quer exercer o direito de participar inteligentemente na vida democrática".
Ignacio Ramonet. Informar-se cansa. Le Monde Diplomatique, Dezembro 1996.Interesse público e interesse do público
"(...) Sempre que a pergunta surge, a resposta, tradicional, está na ponta da língua de qualquer editor: deve-se divulgar aquilo que interessa. Até os livros especializados, quando tentam definir notícia, caem na inevitabilidade da palavra-chave "interesse". Criam-se até alguns jogos de palavras em torno do termo "interesse", como aquele trocadilho burro a que alguns, nos meios jornalísticos, dão dignidade de aforismo inteligente, segundo o qual uma coisa é o interesse público, outra, o que interessa ao público.
Ora, o que interessa ao público, na generalidade do discurso jornalístico, é o relato claro e veraz das acções humanas e dos fenómenos naturais que alteram ou potencialmente podem alterar, de forma significativa, o mundo presente das pessoas envolvidas no circuito informativo. Também interessam ao público os factos que ajudam a explicar ou a compreender o respectivo mundo presente. Já o interesse público está noutra instância, a dos valores normativos de alicerce, universais e/ou particulares, que as sociedades definem como bons para si próprias e que servem de critério para distinguir o erro da verdade, a justiça da injustiça, o prioritário do secundário, o conveniente do inconveniente, o desejável do indesejável. No caso do jornalismo, o interesse público gera, ou deve gerar, os critérios éticos da relevância que tornam os factos mais ou menos importantes. Interesse do público e interesse público não são, portanto, noções discrepantes, mas solidárias (...)".
Carlos Chaparro, in O RIBATEJO 15.7.99