domingo, maio 22, 2005

Sumário das questões abordadas no 2º semestre
(componente teórica)

O jornalismo nas organizações:dimensão institucional e empresarial do jornalismo

Lógica de controlo e de liberdade e modelos decorrentes da tensão entre esses dois pólos: autoritário, paternalista, liberal e democrático
O campo jornalístico entre o ?pólo intelectual? e o ?pólo comercial? (Bourdieu)
Teorias: economia política dos media, da responsabilidade social
As pectos-base a considerar: A questão da concentração mediática; O jornalismo exerce-se em (ou para) organizações; Os media exigem investimentos avultados; As organizações representam constrangimentos e potencialidades
As empresas jornalísticas existem num mercado concorrencial
Dimensões condicionantes da empresa jornalística
A estrutura da empresa jornalística
A questão da concentração mediática

Sobre a profissão

O jornalismo como profissão: requisitos (reconh. social e dos pares);
Modos de entender a profissão
Estatuto do Jornalista e Código Deontológico e sua importância ou significado (as regras que definem a profissão, o acesso, os direitos e deveres, incompatibilidades, condições para o exercício, cláusula de consciência)
Constrangimentos e potencialidades da pertença dos jornalistas a empresas/grupos e a um grupo profissional ? as duas fidelidades

Sobre a relação com as fontes

Intreresses das fontes:Lógica do desvendamento e do segredo, da publicidade e da censura
A luta pelo controlo da informação e a desiguldade no acesso aos media
Definidores primários e secundários
Vantagens e riscos da profissionalização e institucionalização das fontes

Sobre a tecnologia

Modos como as tecnologias condicionam a produção jornalística
Novas ferramentas de auto-edição e desafios/potencialidades para o jornalismo
Novas vozes e novos actores?

Sobre a audiência

Características da audiência de massas
Distintas concepções de audiência
Preocupações quantitativas e qualitativas no estudo das audiências
Processos de recepção da notícia.

quarta-feira, maio 18, 2005

Aula extra hoje

Uma vez que não poderei dar a aula de segunda-feira próxima, haverá hoje, excepcionalmente, uma aula de abordagem da matéria dada ao longo deste semestre. Será das 18 às 20, em sala a afixar, junto à gestão do CP1 (vulgo Sr. Mota).

domingo, maio 15, 2005

Para o estudo do módulo "audiências e jornalismo"
(aula de 16.5.2005)

A leitura de base sugerida é:

McQuail, D. (2003) Teoria da Comunicação de Massas. Lisboa: F.C.Gulbenkian: capítulo 15, especialmente pp.364-368 e 382-386

Recomenda-se igualmente a leitura de:

1) o artigo de Eva Aladro La Recepción de la Notícia, publicado nos Cuadernos de Información y Comunicación, n.2.
E dos seguintes textos breves:
2) Direitos de reposta e de rectificação, constantes da Lei de Imprensa
3) o artigo do Público "Como são medidas as audiências em Portugal", transcrito neste blogue em 21 de Maio de 2003;
4) Citizens Bill of Journalism Rights, do Committee of Concerned Journalists.

Provas orais

Amanhã, dia 16, serão afixados nas vitrines do Curso os horários das provas orais de Jornalismo (3º ano).
Recordando: dia 27 de Maio e 1 de Junho, ao longo de todo o dia e dia 2 da parte de manhã.
Uma vez que uma parte da turma tem também, próximo dessas datas, orais em Relações Públicas (RP), procurou-se maximizar o tempo entre essas provas.
Cada aluno deverá, na medida do possível, apresentar-se no local da prova um quarto de hora antes do horário fixado, sendo que cada prova durará até 15 minutos. Ou seja, cada aluno deverá contar que a prova lhe ocupará até 30 minutos.
É possível a troca de horário entre colegas. Se tal acontecer, bastará que quem aparecer em vez de outro, o refira aos docentes da disciplina.
A classificação será divulgada no final do conjunto das provas.

segunda-feira, maio 09, 2005

Jornadas sobre "Dez anos de Jornalismo Digital em Portugal"

Assinalando a passagem de uma década sobre o início das primeiras experiências com jornalismo online no nosso país, o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho - por intermédio do grupo de investigação Ciberlab e do projecto Mediascópio - realiza, nos dias 2 e 3 de Junho, as jornadas "Dez anos de Jornalismo Digital em Portugal: O Estado da Arte e Cenários Futuros".
Em Braga vão estar vários dos nomes nacionais e estrangeiros que marcam este modo e esta via de fazer e pensar o jornalismo, que, previsivelmente, se vai tornar cada vez mais marcante no futuro. Condições especiais de inscrição foram pensadas para estudantes. O formulário e outras informações podem ser consultados aqui.

Mitos e ditos sobre o jornalismo

De entre as muitas coisas que se dizem acerca do Jornalismo, o Sun Herald, em 'Journalism has its share of myths, too' referenciava e reflectia, há dias, sobre estas:

- Reporters are liberals.
- Reporters are secular, even anti-religion.
- The press tells only part of the story.
- The press gets nothing right.
- Reporters run in packs, are aggressive, intrusive and rude.
- Journalists are underpaid.
E concluía deste modo, pensando especialmnete nos que querem ser jornalistas:"The big picture is that it breaks my heart to know that many young people who would make great journalists won't even think about trying it because of erroneous harangues about what a disreputable way it is to make a living.I don't mind saying it because Thomas Jefferson said it first: Communication - an informed public - is not optional in a democracy. If people don't know what's going on, freedom is an illusion.Good reporters are not scum. They are communicators. We need more".

quarta-feira, maio 04, 2005

PUBLICO.PT

"Falar livre"

Da coluna de Joaquim Fidalgo "Crer para Ver", de hoje, no Público, destaco este trecho inicial:

"Se algum mérito pode ter para nós, resguardados cá neste cantinho relativamente pacífico do mundo, a comemoração de um Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, ao menos que seja fazer-nos pensar durante um minuto nesse bem de espantoso valor que é o podermos dizer e escrever o que pensamos. Tão simples como isso, tão óbvio para nós, tão inquestionável, tão aparentemente banal no correr das nossas rotinas diárias (ouvir uma rádio, espreitar um telejornal, folhear um matutino...), que mal se imagina como pode continuar a ser, ainda hoje, um bem raro em tanta parte da terra. Mais: um bem pelo qual ainda tanto se morre e tanto se vai preso.(...)"

domingo, maio 01, 2005

Carlos Santos Pereira apresenta "Guerras da Informação"

Amanhã, dia 2, o jornalista Carlos Santos Pereira estará na Universidade do Minho para apresentar o seu livro Guerras da Informação - Militares e Media em Cenários de Crise. A sessão decorrerá no auditório 103 do CP3, pelas 16h. A entrada é livre.
Carlos Santos Pereira dedicou boa parte dos seus mais de 25 anos de trabalho como jornalista à cobertura dos conflitos políticos e militares que marcaram as últimas décadas.É autor de "A Gesta do princípe Igor" (1993), "Da Jugoslávia à Jugoslávia ­os Balcãs e a nova ordem europeia" (1999), "Os novos muros da Europa: ­ a expansão da NATO e as oportunidades perdidas do pós-guerra fria" (2001) e "António de Spínola e Amílcar Cabral: ­ uma encruzilhada de destinos" (em preparação).

O conceito de "definidores primários"

As pressões impostas aos jornalistas para se submeterem a deadlines, bem como as exigências profissionais de imparcialidade e objectividade combinam-se para criar

"um acesso super-facilitado e sistemático aos media, por parte daqueles que ocupam posições institucionais de poder e privilégio. Os media tendem a reproduzir simbolicamente, de modo fiel e imparcial, a estrutura de poder existente na esfera institucional da sociedade. Foi a isto que Becker chamou a 'hierarquia de credibilidade' - a probabilidade de que aqueles que detêm um status elevado ou se encontram em posições de poderem emitir opiniões acerca de assuntos controversos verem aceites as suas definições, dado que são vistos como tendo acesso a informação mais precisa ou especializada do que tem a maioria da população sobre determinados assuntos. O resultado de tal preferência estruturada é que estes porta-vozes se convertem naquilo a que chamamos definidores primários dos assuntos".

Stuart Hall et al. (1978) Policing the Crisis, London: Macmillan, p.58