sexta-feira, outubro 24, 2003

Ainda as citações (discurso directo)

(((LabJor 4º ano - Imprensa))) A propósito do que falámos e trabalhámos na última aula - como reproduzir opiniões de terceiros, usando frases em discurso directo no meio de um texto escrito em discurso indirecto -, sugeria que vissem esta peça, publicada na edição do PÚBLICO de sexta-feira, 24/10. Podemos até fazer quase um jogo do tipo "Onde está Wally?"... O desafio que proponho é este: será que todas as citações são correctamente apresentadas? Caso não, onde é que se esconde o "gato"?... Se lermos com atenção e nos lembrarmos do que comentámos na aula, acho que conseguimos descobri-lo (ou descobri-los...) depressa! Vamos a isso? Além do mais, aqui fica a prova de que também nos "jornais a sério" se cometem estes deslizes...

Na sequência da recente polémica sobre o plágio no Jornalismo, o provedor do ouvinte da norte-americana National Public Radio, Jeffrey Dvorkin, explica, de forma muito clara, porque (sobretudo nos tempos que correm) 'o crime não compensa'.
Excerto:

"A more important question is if a little plagiarism makes the story sound better, and it doesn't REALLY distort the story, and no one is the wiser, why not do it?

Because it's a lie that ultimately damages the bond of trust that must exist between journalists and the listeners.

These questionable practices cause the listeners and viewers to doubt the veracity of all the reporting. If the reliability of the journalism is in doubt, then reporting has no function
".

Obrigado ao António Granado pela sua constante atenção.

sábado, outubro 18, 2003

Primeira sugestão para os alunos do 4º ano de Laboratório de Jornalismo (Rádio e TV): acaba de ser apresentado, pela segunda vez, nas bancas de jornais, em conjunto com o JN de ontem, o livro "Tudo o que se passa passa na TSF - para um livro de estilo", da autoria do jornalista João Paulo Meneses.
Creio que existem já disponíveis exemplares na (s) biblioteca (s), mas se preferirem adquirir um, penso que ainda irão a tempo. Custa 6,90 euros.
Aconselho uma leitura atenta a todos os que sentirem um interesse mais do que pontual pelo mundo da Rádio, já que - numa perspectiva muito pessoal e muito influenciada pela estilo de uma só estação, a TSF - se abrem caminhos de discussão muito interessantes. Seria interessante, na sequência da aula sobre os critérios da notícia em Rádio e sobre a forma especial de escrita para o meio, perceber no livro do João Paulo (cheio de exemplo concretos) pontos de contacto com a nossa conversa.
Segunda sugestão: vale também a pena ir acompanhando a leitura que João Paulo Meneses faz do dia-a-dia radiofónico nacional, no seu Blogouve-se.

Com mais de dois meses de atraso, acabo de aceitar o convite. Chego com vontade de contribuír.

quarta-feira, outubro 15, 2003

Concentração nos media

Uma informação útil, sobretudo para os alunos do 4º ano, tendo em vista um outro assunto que focámos na última aula: a concentração nos media. O Sindicato dos Jornalistas acaba de difundir um comunicado em que chama a atenção para os "perigos" de uma excessiva concentração. Vem isto a propósito da compra, por parte do grupo Cofina, de acções do grupo Lusomundo - aquela história de que falámos na aula. Vale a pena ler, para depois conversarmos.

Identidades misturadas

Antes de mais, uma saudação a todos os alunos de Jornalismo da U.M. e o voto de que este "blog" possa continuar a ser um espaço de troca, de comentário, de crítica, de reflexão sobre matérias que nos interessam - e que muitas vezes vão para além das próprias aulas.
Pedindo especial atenção aos alunos do 4º ano (Laboratório de Jornalismo - Imprensa), aqui deixo ligação àquele texto do PÚBLICO para que hoje chamei a atenção na aula e que, de acordo com o que combinámos, merece uma leitura atenta, para posterior debate. Um debate que terá lugar na próxima aula mas que pode ir acontecendo, entre todos nós, também nestes sítios de encontro que são os "blogs". Em questão, recordo, está a legitimidade de um jornalista assumir uma outra condição profissional (legal, transparente, às claras) para ter acesso a um local onde não poderia entrar se se identificasse 'apenas' como jornalista. Em questão está o uso desse subterfúgio (legal, transparente, às claras) para ter acesso a informações que lhe seriam negadas se se apresentasse como jornalista. Pode ou não fazer-se isto? Deve ou não fazer-se isto? E - no "sim" ou no "não" - porquê?